Estamos vivendo um momento importante de preparação para as eleições de 2010. É gente conversando e articulando prá lá e prá cá, tentando pegar carona, tentando desembaraçar cruzamentos de interesses locais com estaduais, estaduais com nacionais e assim por diante.
Até aí tudo normal numa sociedade democrática. O problema que se percebe é que esses acordos tem como fio condutor a conquista de poder, independente da qualidade ou da orientação política do parceiro.Na verdade, qualidade política se mede no Brasil com votos. Por isso encontramos figuras execráveis ocupando postos no Senado, na Câmara e nas Assembleias estaduais.
Por essa lógica, alianças tornam-se extremamente pragmáticas, e podem envolver hoje o PT, amanhã o PR, depois de amanhã o PSDB, e por aí vai. Pode juntar aliados do MST com aliados dos ruralistas.
Seria cômico se não fosse trágico.
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