É assim que se faz. Espere chegar o fim de ano, quando todos estão preocupados com seus afazeres de fim de ano, quando a opinião pública está desatenta e passe - via acordo de lideranças - o que quiser passar no Congresso. Enquanto isso o Brasil que trabalha está correndo: o comércio aberto até mais tarde, indústrias correndo atrás de entregar suas últimas encomendas, alunos fazendo exames, professores corrigindo exames, e etc... Ninguém tem tempo para parar e questionar essa ação absurda de nossos congressistas.A justificativa é que os salários sejam alinhados aos dos juízes do STF. A pergunta que faço é: o que tem uma coisa a ver com a outra? O que tem o trabalho do STF a ver com o trabalho de um deputado federal? Minha perspectiva é de que essa justificativa é frágil e mal alinhavada. Me parece uma justificativa ad hoc: foi inventada no meio do caminho.
Todo o esforço que pessoas sérias em nosso país fazem para valorizar as instituições democráticas vai para o ralo com uma atitude dessas. Nossos congressistas carimbam suas caras-de-pau com a pecha lamentável de inimigos da democracia. Como é que nós vamos dizer aos ignorantes que não devemos fechar o Congresso em tempos de crise? Como vamos defender junto aos marxistas radicais - o MST por exemplo - de que a democracia representativa é a mais adequada a um país verdadeiramente livre e democrático, do que a democracia popular que eles querem (e onde não há a figura do Congresso)?
Como é que um professor do ensino fundamental não tem dinheiro para comprar sequer um livro enquanto esses vermes aumentam seus salários da forma nojenta como estão fazendo?
Que vergonha senhores congressistas! Que vergonha!
A propósito: tudo isso acontece em meio ao silêncio retumbante do atual Presidente e da Presidente eleita.
é difícil acreditar nisso, lamentável mesmo! mas de qualquer forma, estamos todos com os olhos bem fechados para a democracia, para a liberdade... que desgosto.
ResponderExcluirOpa, seria muito bacana poder ser parceiro do Instituto Milenium. Mande-me um email (alvaroeferreira@yahoo.com.br) e cuidaremos disso.
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